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Pedro Silva Pereira eleito vice-presidente do Parlamento Europeu


Pedro Silva Pereira foi esta quarta-feira eleito como vice-presidente do Parlamento Europeu, o segundo vice-presidente mais votado, com 556 votos. Foi também o socialista mais votado.

Numa carta enviada aos eurodeputados , Silva Pereira garantiu que “não vê a vice-presidência do parlamento como um mero trabalho burocrático, mas antes uma posição política para defesa do projeto europeu e de uma democracia forte”.
Durante esta manhã foi tornada pública uma carta onde Pedro Silva Pereira apresenta a candidatura e onde explica que não vê “a vice-presidência do Parlamento como um mero trabalho burocrático, mas antes uma posição política para defesa do projeto europeu e de uma democracia forte”. Pedro Silva Pereira quer o papel do Parlamento reforçado para que “a vontade política dos nossos cidadãos possa ser totalmente respeitada”.

No mesmo texto, Silva Pereira lembra que geriu diversos “dossiês sensíveis” como “a recomposição do Parlamento para esta legislatura, a reforma do mecanismo de estabilidade europeu, os acordos comerciais com o Japão ou o financiamento para os objetivos do desenvolvimento sustentável”.

Silva Pereira foi o segundo candidato mais votado, de um total de 17, tendo obtido 556 dos 702 votos expressos, bem acima da maioria absoluta necessária (331).
“Estou naturalmente muito satisfeito com a votação, dificilmente podia ter sido melhor”, disse o eurodeputado socialista à imprensa, acrescentando que a eleição “valoriza a voz de Portugal na Europa” e é “um importante reconhecimento internacional do trabalho” que tem desempenhado no PE.
“Vejo a vice-presidência como uma importante trincheira para defender a democracia europeia. As negociações dos últimos dias mostram bem como precisamos de valorizar a democracia europeia e de reforçar o PE para que a vontade política dos cidadãos expressa nas eleições tenha consequência nas decisões políticas da construção europeia”, afirmou.
Silva Pereira considerou ainda que a eleição “é um sinal de prestígio para Portugal” numa altura em que o país “tem um papel no processo de construção europeia”, como ocorreu nas negociações dos últimos dias para a nomeação dos cargos de topo na União Europeia (UE), em “que o primeiro-ministro, António Costa, esteve no centro da contribuição de soluções políticas para o futuro”.