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PS recuperou Segurança Social “na vertigem do risco da privatização” herdada da direita


“Os principais inimigos da sustentabilidade da nossa Segurança Social são aqueles que defendem a flexibilização laboral, que estiveram contra a regularização dos precários, que se opuseram ao aumento dos salários e que recusaram diversificar as fontes da Segurança Social. Nós sabemos onde eles estão e eles sentam-se, nesta câmara, nas bancadas do PSD e do CDS”, atacou hoje, no Parlamento, o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro.

Intervindo durante a interpelação do Bloco de Esquerda ao Governo sobre a sustentabilidade da Segurança Social e o respeito por uma vida de trabalho, o parlamentar do PS agradeceu aos bloquistas por terem trazido este tema a plenário, que “permite demonstrar o sucesso do caminho que fizemos e a enorme distância a que estamos do ponto em que partimos”, quando o atual Governo tomou posse e encontrou uma “Segurança Social fragilizada, depauperada e na vertigem do risco da privatização”.

O Partido Socialista demonstrou que, “ao contrário do que a direita dizia e inscreveu no seu programa e no famoso plano de estabilidade para esta legislatura, não era necessário cortar pensões, não era preciso plafonar, não era preciso iniciar o processo de desmantelamento da Segurança Social de todos os portugueses para a transformar numa Segurança Social de alguns”, frisou.

Segundo Tiago Barbosa Ribeiro, “PSD e CDS abalroaram a confiança dos portugueses no sistema quando propuseram um corte de 600 milhões de euros nas pensões a pagamento e quando puseram no programa eleitoral que iam privatizar uma parte dos seus descontos”.

No entanto, o PS sempre recusou esse caminho e hoje tem “a certeza de que ele estava profundamente errado e que o Partido Socialista e esta maioria estavam no caminho certo”, congratulou-se.

E deixou um alerta às bancadas da direita: “Não contam com o Partido Socialista para aventuras com reformas dos portugueses”, uma vez que o PS ouve “com regularidade, vindo do PSD, apelos a um amplo consenso para uma reforma nesta matéria”. Ora, o socialista deixou claro que “não é possível qualquer diálogo nesta matéria que tenha como pressuposto cortar, privatizar e plafonar”.

Direita portou-se como “raposa no galinheiro” nas políticas de emprego

Também o emprego em “qualidade e quantidade” é importante para uma Segurança Social sólida, destacou o deputado do PS, que recordou que, “perante a catástrofe que se abateu sobre o mercado de trabalho na anterior legislatura, a direita comportou-se como uma raposa no galinheiro e, em vez de utilizar as políticas públicas para inverter o desemprego e o emprego de má qualidade”, preferiu “utilizar essa diminuição de receitas como argumento para ir ao osso da Segurança Social lançando o pânico para promover uma agenda privatizadora”.

O Partido Socialista fez o inverso, porque “entende que não é possível resolver a sustentabilidade financeira ou social do sistema de pensões se a economia estiver a andar para trás, se não houver emprego e salários dignos”, asseverou Tiago Barbosa Ribeiro.

Wanda Guimarães ataca PSD por falar em “respeito pelos trabalhadores”

A deputada do PS Wanda Guimarães também aproveitou para lançar críticas ao PSD devido à sua prestação no debate de hoje: “O PSD a falar de respeito pela vida dos trabalhadores, quando enviou milhares de trabalhadores para o desemprego e enxotou outros tantos para fora de Portugal. Haja decência”.

De acordo com a socialista, a sustentabilidade da Segurança Social foi posta em causa pelo anterior Executivo da direita não só por causa do “congelamento e cortes pensões, do desemprego em flecha ou da emigração”, mas igualmente pelas “opções políticas conscientes no sentido de abrir caminho ao plafonamento e a sistemas privados de Segurança Social”.

“Durante dois anos consecutivos houve a necessidade de proceder a transferências extraordinárias de mais de dois mil milhões de euros de modo a compensar o défice das contas”, lamentou a parlamentar, que sublinhou que, “com o Governo do PS, é o segundo ano seguido em que não existem transferências extraordinárias pela simples razão de que não são necessárias”.