fbpx

PS quer o país a garantir neutralidade carbónica até 2050


“Quase todos os partidos usaram este debate como uma espécie de cavalo de Troia, não para falar das alterações climáticas, mas para falar dos [problemas nos] transportes”, lamentou ontem o deputado do PS Carlos Pereira durante o encerramento da interpelação do PEV ao Governo sobre a importância do setor dos transportes no combate às alterações climáticas.

Alertando que na Assembleia da República já houve vários debates sobre o setor dos transportes, Carlos Pereira frisou a importância de debater a temática das alterações climáticas. “Nós todos sabemos que, para reduzir 50% das emissões de gases, é preciso garantir que um terço da mobilidade seja elétrica. E era sobretudo isso que estávamos aqui a discutir”, disse.

O vice-presidente da bancada socialista recordou que houve quem, no passado, “pela pressão da procura, porque queria resolver algo imediatamente, tenha comprado autocarros em segunda mão e a diesel. Mas não é isso que estamos a discutir”.

O Partido Socialista quer garantir – e todos os restantes partidos deveriam querer – que “um país pequeno que representa menos de 2% da população é capaz de colocar este desafio de, até 2050, garantir a neutralidade carbónica”. Segundo Carlos Pereira, este “desafio ambicioso, que nos deve convocar a todos,” é que deveria ter sido discutido no debate.

Mas as restantes bancadas fugiram a este tema, “porque esse debate não interessa, porque este é um desafio novo, é um desafio responsável e é um desafio que o Grupo Parlamentar do Partido Socialista obviamente patrocina. E vamos conseguir bons resultados”, afiançou.