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PS fecha 2018 com resultados financeiros positivos e prevê “dívida zero” em 2025


O PS fechou 2018 com resultados financeiros positivos pelo terceiro ano consecutivo, apresentando no ano passado um saldo líquido na ordem dos 264 mil euros, e prevê atingir o equilíbrio em 2025.

 De acordo com o relatório e contas do PS relativo a 2018, documento ao qual a agência Lusa teve acesso e que será objeto de apreciação e votação na próxima reunião da Comissão Nacional deste partido, os socialistas registaram resultados líquidos positivos em 2016 (255,4 mil euros), em 2017 (999,96 mil euros) e em 2018 (264,4 mil euros).

“A situação financeira do PS pode ainda ser caracterizada como digna de cuidados e de atenção, mas é agora muito melhor do que em 2015. Se tudo correr como temos previsto, a situação financeira será completamente equilibrada nos próximos anos”, declarou à agência Lusa o secretário nacional do PS para a Administração, Luís Patrão.

Segundo os dados deste partido, “o endividamento, que atingia os 12 milhões de euros em 2015, baixou a fasquia dos 10 milhões de euros no final de 2018 – um ano em que o partido teve despesas [acrescidas] com a realização de congressos federativos e de um congresso nacional”.

“O PS conseguiu simultaneamente reduzir o seu passivo em 2,3 milhões de euros, com o endividamento bancário a cair em quase 500 mil euros, o que permitiu melhorar o rácio de capitais próprios”, completou o antigo secretário de Estado dos governos de António Guterres.

Nas declarações que fez à agência Lusa, Luís Patrão procurou sobretudo salientar que a consolidação financeira do PS está a fazer-se pelo lado da despesa e não por qualquer crescimento ao nível das receitas.

“O nosso nível de receitas (7,9 milhões de euros ano) é praticamente o mesmo nos últimos anos, mas o que tem variado é a componente da despesa nestes últimos três anos. Temos a despesa controlada e ajustada ao nosso nível corrente de receita e, por outro lado, conseguimos que as campanhas eleitorais que vamos desenvolvendo não se transformem numa fonte de prejuízos”, justificou o dirigente socialista.

No que respeita às mais recentes campanhas eleitorais, nas europeias deste ano o PS terá reduzido despesas entre os 400 e os 500 mil euros face às de 2014 (embora estes números ainda não se encontrem fechados); e nas autárquicas de 2017 este partido terá gastado menos quatro milhões de euros do nas anteriores de 2013.

Sobre a evolução das contas do PS, o secretário nacional para a Administração referiu que há dois anos e meio este partido fez um acordo com a banca no sentido de pagar progressivamente a sua dívida.

“Esse compromisso com a banca é a nossa primeira prioridade em termos de objetivos e tem sido honrado ao pormenor, o que está a permitir melhorar os nossos rácios financeiros. Ora, a partir do momento em que os nossos rácios financeiros se encontram mais equilibrados, consegue-se que a nossa capacidade de endividamento também fica maior. A nossa credibilidade junto da banca ganhou uma maior latitude”, sustentou.