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Governo do PS mostrou que redução de emissões de CO2 não é incompatível com crescimento económico


O deputado do PS Renato Sampaio alertou hoje, no Parlamento, que é “urgente” agir para combater as alterações climáticas, apostando em medidas curativas, “mas sobretudo com ações preventivas”. O socialista felicitou depois o Governo por estar comprometido com este objetivo, apresentado “resultados positivos”.

Uma vez que as alterações climáticas “não são uma teoria do presente com efeitos no futuro”, mas uma “crise ambiental grave que já se faz sentir”, não basta aos decisores políticos “proclamar medidas e intenções, bem pelo contrário, é-lhes exigida uma ação prática e imediata”, defendeu o parlamentar durante o debate, marcado pelo Bloco de Esquerda, sobre a emergência climática.

Renato Sampaio recordou que “Portugal já registou perdas de 6,8 mil milhões de euros relacionadas com as consequências das alterações climáticas, entre 1980 e 2013”, segundo os números de um relatório divulgado pela Agência Europeia do Ambiente.

Tendo em conta a ação do Executivo do PS, “Portugal tem estado e continuará a estar na linha da frente no combate às alterações climáticas e, na Europa, tem colocado sempre este tema na agenda política”, frisou.

Esta ação do Governo pode ser comprovada com a redução das emissões de dióxido de carbono em 9%, “comparando com os 3% da média europeia, quando o crescimento da nossa economia esteve também acima da média europeia”. “O que se comprova que a redução de emissões não é incompatível com o crescimento económico”, asseverou o deputado.

Portugal chegou mesmo a ser “premiado pela UNESCO por estar muito à frente na produção de energia de fontes renováveis”, congratulou-se o socialista, que pediu ao Governo para continuar neste caminho.

Renato Sampaio recordou que o Executivo tem estado a “construir uma estratégia que nos conduza à neutralidade carbónica em 2050 com a descarbonização da economia”; a “planear o fim da eletricidade a partir do carvão, apostando na produção de energia de fontes renováveis”; a “apoiar a mobilidade elétrica”; a “valorizar o interior e os seus recursos naturais”; e a “apostar na utilização do transporte público, tomando medidas como o novo tarifário tornando os passes mais baratos, uma medida de grande alcance social”.