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Incêndios: Enquanto uns criticam, Governo do PS dá respostas


“O Grupo Parlamentar do PS acompanha e saúda todo o esforço deste Governo para dotar o país de um sistema de Proteção Civil mais eficaz, servido por profissionais qualificados e motivados para o apoio aos cidadãos, para o esforço de modernização tecnológica do sistema e para a cooperação entre instituições”, referiu hoje a deputada socialista Susana Amador durante o debate quinzenal, no Parlamento, com a presença do primeiro-ministro.

No debate, cujo tema foi a estratégia e gestão integrada de fogos rurais, a vice-presidente da bancada do PS saudou o Executivo por ter adotado a Estratégia Nacional para a Proteção Civil Preventiva e a consequente reforma em curso, colocando “a proteção, socorro e assistência dos cidadãos” em primeiro lugar.

“Estas respostas fortalecem-se e complementam-se com o reforço da cooperação europeia neste domínio”, tendo destacado o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o Fundo de Solidariedade, “que Portugal soube reforçar e ativar respetivamente em benefício das populações afetadas”, frisou.

Susana Amador sublinhou a ação do Governo, enquanto “uns criticam”: “Na sequência dos incêndios de 2017, o investimento público nas diversas áreas e domínios totaliza já 600 milhões de euros financiados essencialmente com Orçamentos de Estado e fundos estruturais”.

O novo sistema integrado de gestão de fogos rurais implementado pelo Executivo do PS “aposta – e bem – na prevenção e equilíbrio no investimento, no reforço das equipas de sapadores florestais e numa melhoria significativa do dispositivo em equipamentos, na formação e meios humanos”, destacou.

Segundo Susana Amador, em 2018 registaram-se “menos 44% de incêndios rurais, menos 68% de área ardida relativamente à média anual”, realizaram-se mais “ações de gestão de combustíveis” e “a limpeza de terrenos tornou-se mais imperativa”.

Já o “envio de 20 milhões de SMS preventivos às populações de regiões em risco diz tudo da seriedade com que se têm encarado os avisos e alertas para a população”, apontou.

Governo duplicou a resiliência do SIRESP

O Governo também executou “um conjunto relevante de benefícios fiscais e sociais no setor dos bombeiros, espinha dorsal do sistema, que repuseram justiça”, garantiu a parlamentar.

Susana Amador falou ainda das comunicações e do SIRESP, “cujos problemas o Governo anterior conhecia, mas nada fez para os resolver”, atacou. A verdade é que o atual Executivo duplicou a sua resiliência, em 2018, “com a aquisição de quatro novas estações móveis, foram resolvidas soluções de redundância da comunicação satélite em 451 estações base e os bombeiros têm 100% de cobertura do SIRESP GL”.

O Partido Socialista reconhece que tem ainda “que combater muitos problemas estruturais e inverter fragilidades do sistema, mas a sua melhoria e reforço continuado – tal como referiu o senhor primeiro-ministro nesta Câmara em 2017, ‘é a nossa causa’”, asseverou.

Usar perdas humanas como arremesso político é um “deplorável oportunismo”

O deputado do PS João Marques também interveio no debate quinzenal, referindo que “a ocorrência de eventos climáticos extremos e as suas consequências fazem parte das cinco maiores ameaças mundiais, como foi recentemente assumido pelo Fórum Económico Mundial”, algo “muito preocupante”.

Daí que “ignorar as alterações climáticas e a sua ameaça” seja uma “irresponsabilidade política”, assegurou. “Mas usar as suas consequências, as perdas humanas e materiais como arma de arremesso político não passa de um lamentável e deplorável oportunismo político sem sensibilidade social e apenas com objetivo de mera demagogia eleitoral, como infelizmente tantas vezes já vimos aqui a direita fazer”, criticou.

E o Governo, mais uma vez, agiu, pondo em prática a reforma da floresta. Falar da reforma da floresta é falar do “interior desertificado”, que mais “sofre com as alterações climáticas, com a seca, com os incêndios”, sublinhou.

Ora, “o alargamento do Regime de Cadastro Simplificado a todo o território nacional é um passo crucial nesta reforma da floresta”, defendeu João Marques, que apontou que “o conhecimento do território e dos seus titulares permitirá a sensibilização para a gestão profissional e coletiva dos seus terrenos”.