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Carlos César assinala “regresso à racionalidade” de PSD e CDS


O presidente da bancada do PS referiu que PSD e CDS voltaram hoje à “racionalidade” depois de terem votado contra a contabilização integral do tempo de serviços dos professores, não deixando de alertar que este episódio revela que os partidos da direita “não são confiáveis”.

“Este dia marca o regresso à racionalidade por parte do PSD e CDS. Não é grave e não fica feio a ninguém emendar os erros que se comentem. O PSD e o CDS-PP emendaram. Mas os portugueses concluirão que o PSD e o CDS não são partidos confiáveis”, declarou Carlos César depois de PS, PSD e CDS terem reprovado, em votação final global, o texto que saiu da Comissão Parlamentar de Educação prevendo a recuperação total do tempo de serviço dos professores.

Segundo o líder parlamentar socialista, a identidade do partido ficou evidenciada no debate de hoje: “O PS representa o sentido de responsabilidade, sem perder a ambição social e a confiança daqueles que necessitamos que a mantenham, neste caso os nossos credores e investidores externos, que dão emprego e riqueza ao nosso país”.

“Confiamos na decisão dos portugueses, e é isso que está em causa com a proximidade das eleições europeias e legislativas”, recordou.

E deixou um alerta, assegurando que “competirá ao PCP, ao Bloco de Esquerda, como aos outros partidos fazerem a avaliação das políticas do Governo e, em cada circunstância, legitimar ou não da continuidade de uma solução como a que hoje temos”.

Carlos César defendeu depois que, “se fosse aprovada uma solução como a que foi proposta pela coligação dos contrários [PSD, CDS, PCP e BE] que resultou da Comissão de Educação, o senhor primeiro-ministro foi claro em dizer que apresentaria a sua demissão”, concordando com a posição de António Costa. No entanto, “os diferentes partidos que tinham contribuído para essa solução irracional e irresponsável, que na altura tinham-na considerado correta – estou a citar o PSD –, deram agora o dito por não dito e voltou tudo à normalidade”, frisou.

PS aposta na boa gestão aliada à dimensão social

O também presidente do PS sustentou que o fundamental entre o Governo e os partidos à esquerda aconteceu com a aprovação de quatro Orçamentos do Estado, sendo que este caso dos professores foi um “processo mais mediático do que outros”.

“Estamos sempre a dizer aos nossos parceiros que é preciso aumentar as pensões, as remunerações e investir mais nos serviços públicos, mas não de uma forma que destrua as finanças públicas do país”, garantiu. Carlos César revelou que o que o PS transmite ao PCP, ao PEV e ao Bloco de Esquerda “é que não podemos desperdiçar esse capital”.

“Se hoje desequilibramos esse capital, amanhã essas prestações sociais que aumentámos vão ter de regredir, as remunerações que aumentámos vão ter que se conter ou diminuir. Queremos fazer este percurso com segurança, queremos que os portugueses tenham confiança no PS na sua capacidade de gerir as finanças públicas do país, compatibilizando boa gestão com a dimensão social na qualidade da governação”, acrescentou.