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António Costa saúda “excelentes resultados” do programa Qualifica


O primeiro-ministro saudou hoje os “excelentes resultados” do programa Qualifica, que em dois anos registou 315.000 inscrições, acima da meta prevista, e o impacto da medida na “melhoria da vida das pessoas” a quem se destina.

António Costa falava no encerramento de uma sessão que decorreu no Centro de Formação Profissional de Tomar (Santarém), na qual foi feito um balanço dos dois primeiros anos do programa Qualifica, declarando que a manhã de contactos com os formandos deste centro foi “motivadora, comovente e inspiradora”.

Sublinhando que nem sempre as políticas públicas produzem resultados efetivos na melhoria da vida das pessoas a quem se destinam, o chefe do executivo socialista declarou a sua satisfação por verificar o impacto do Qualifica, retirando daí “força para fazer mais e melhor”.

“Trezentos e quinze mil é um número muito significativo, mas temos ainda muitas centenas de milhares de portugueses que temos ainda de trazer para o programa Qualifica”, disse, salientando a meta de, até 2020, haver 600.000 pessoas abrangidas pela medida.

“Com a trajetória que temos tido nestes dois anos, é uma meta que está perfeitamente ao nosso alcance”, declarou, alertando, contudo, para a necessidade de, depois dessa data, prosseguir o esforço de qualificação contínua que responda às necessidades de um mundo do trabalho em mudança.

A sessão contou com as presenças dos ministros da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, e do Trabalho e Segurança Social, José Vieira da Silva, os dois ministérios que tutelam o programa.

O ministro da Educação salientou o papel do programa no combate à exclusão social e económica, tendo Vieira da Silva sublinhado que, resolvido o atraso na qualificação da população, a rede de centros criada um todo o país terá um papel determinante na aprendizagem ao longo da vida, essencial quando se perspetiva que muitas das atuais profissões irão desaparecer e outras novas surgirão.

Também António Costa destacou que, “cada vez mais”, vai ser essencial obter uma formação contínua ao longo da vida, para que se possa aprender a fazer o que hoje ainda não se sonha sequer que venha a ser necessário saber um dia mais tarde.

Salientando que “o maior défice” que o país acumulou durante gerações “foi mesmo o défice do conhecimento”, a ponto de o país apresentar, ao nível das qualificações, “o maior fosso” quando comparado com os outros países europeus, o primeiro-ministro afirmou ser necessário fazer um esforço para que cada criança tenha acesso aos melhores níveis de formação e que não abandone precocemente o sistema e, simultaneamente, garantir que os que não tiveram formação no passado tenham oportunidade de a fazer.

“É verdade que nas últimas décadas houve um enorme esforço, bem-sucedido, relativamente às novas gerações. Hoje todos repetimos que temos a geração mais bem qualificada de sempre do país. Mas é preciso relativizarmos duplamente esta ideia. Primeiro, esta é a mais qualificada porque as outras eram muito menos qualificadas. E quando dizemos que esta é a mais bem qualificada relativamente a Portugal, temos que ainda dizer que ainda não é tão qualificada quanto as mesmas gerações ao nível europeu”, afirmou.

Criado pelo atual Governo, e dirigido à educação e formação de adultos com o objetivo de consolidar um sistema de aprendizagem ao longo da vida, o Programa Qualifica arrancou no início de 2017, dispondo hoje de uma rede de 300 Centros Qualifica em vários pontos do país.