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Ministra da Cultura confirma criação de ‘Film Comission’ para projetar Portugal


A ministra da Cultura, Graça Fonseca, confirmou hoje, em Berlim, a criação, até ao final do mês de março, de uma ‘Film Comission’ nacional “forte”, que pretende “projetar o país como destino de filmagens”.

“Esta é uma das peças de um modelo mais alargado que implica a constituição da ‘Film Comission’ e toda a parte de simplificação e modernização dos procedimentos para filmar em Portugal, com a promoção do país”, revelou Graça Fonseca, em declarações à agência Lusa, lembrando que este é um projeto em conjunto com o Turismo.

A ministra da Cultura sublinhou que “está praticamente ultimada a constituição” da ‘Film Comission’, faltando apenas “finalizar alguns detalhes.”

“O objetivo é ter uma ‘Film Comission’ forte em Portugal que permita, por um lado, projetar o pais como destino de filmagens, com tudo o que isso significa nomeadamente para o setor nacional com coproduções e com o envolvimento de técnicos, atores e produtores nacionais mas também, de alguma maneira, posicionar cada vez mais o cinema português a nível internacional com tudo o que isso significa de impacto positivo para o setor e agentes”, realçou Graça Fonseca.

A governante confirmou ainda que a publicação do calendário de concursos de apoio ao cinema e audiovisual de 2019, e a respetiva declaração anual de prioridades, deverá ser feita ainda hoje no ‘site’ do Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA).

“Esperamos que seja hoje. Era suposto ter começado no dia 04 mas há uma questão burocrática, acontece. Mas hoje, em princípio, ficará tudo resolvido para ser lançado ainda esta semana de 04 (de fevereiro”, avançou a ministra da Cultura.

“Este ano mantém-se o quadro estável, a verba global são cerca de 20 milhões de euros, ou seja, há uma tendência de crescimento ao longo destes últimos anos, por isso, a declaração anual está relativamente inalterada face ao ano anterior. O que há é uma discussão, que decorre na Assembleia da República, mas que não afetará o que é o modelo de apoio ao cinema de 2019”, revelou Graça Fonseca.

O plano estratégico para o cinema e audiovisual em vigor é o de 2014-2018, enquadrado pela nova lei do cinema e audiovisual (de 2012).

A ministra da Cultura admitiu ainda que o Governo já está a trabalhar na elaboração de um plano estratégico para os próximos anos, de 2019 a 2023, contando anunciá-lo até ao final do mês de março.

“Para além de ser uma exigência, há uma necessidade de elaborar o plano estratégico para o cinema e audiovisual. Mesmo que a lei não o determinasse. Nós já estávamos a trabalhar com o ICA para preparar esse trabalho estratégico. (…) Estamos com o ICA a finalizar os termos em que vai ser lançado esse planeamento estratégico, como, com quem, envolvendo os vários agentes do setor, e o objetivo é precisamente, no mês de março anunciar como será feito”, adiantou Graça Fonseca.

O objetivo, explicou, é “um pouco o mesmo que foi traçado para os museus, e aprovado [na quinta-feira].”

“Também na área dos museus o que estabelecemos foi precisamente a criação de um grupo de projeto para perspetivar o que é que deve ser o futuro e como devemos discutir os museus. No cinema é a mesma dinâmica, temos de ser capazes de responder a uma pergunta: daqui a dez anos onde é que nós queremos que o cinema audiovisual esteja, com que objetivo vamos fazer este trabalho. E a partir daí, discutir o que for preciso, o modelo de financiamento, a forma como se organiza os concursos, a forma como envolvemos produtores e realizadores, no fundo discutindo essas várias peças”, rematou.

Graça Fonseca visita Berlim durante a 69.ª edição do Festival de Cinema, onde participou na inauguração da exposição “A Canção de Lisboa e Gado Bravo”, no Centro Cultural da Embaixada Camões Berlim. Assiste, nesta altura, ao filme “A Portuguesa” na secção Forum, um dos oito filmes nacionais presentes no evento.

“Se olharmos para a evolução da presença e dos prémios aqui na Berlinale, desde 2012, com o filme do Miguel Gomes, ao longo destes últimos anos, tem crescido em número de realizadores, de curtas e longas-metragens nas várias secções do festival, aqui com presença portuguesa, e isso para nós é motivo de grande satisfação”, sublinhou Graça Fonseca.