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Governo diz que recenseamento automático deverá aumentar votos de emigrantes portugueses


O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, mostrou confiança numa maior afluência eleitoral dos portugueses residentes no estrangeiro, com a entrada em vigor do recenseamento automático.

O recenseamento automático deverá fazer aumentar o número de votantes. Os portugueses a residir no estrangeiro, que vai poder votar já nas próximas eleições europeias, passa de 318 mil cidadãos portugueses para mais de 1 milhão e 450 mil,.

De lembrar que nas eleições de 2015, votaram cerca de 28 mil e 300 portugueses a viver fora do país.

“Na noite das eleições, a minha expectativa é de que haja um maior número de votantes do que nas últimas eleições, quer nas últimas europeias, quer nas últimas legislativas, quer nas últimas presidenciais (…) São duas as formas de olhar para a realidade: ou olharmos para os números da abstenção, ou da participação. Eu vou pôr os meus olhos nos números dos que foram votar e que antes não tinham condições para isso”, disse o secretário de Estado.

Além do aumento do número de recenseados, as mudanças na lei eleitoral prevê que os cidadãos com dupla nacionalidade possam ser candidatos à Assembleia da República. “Significa dar mais direitos políticos aos cidadãos portugueses que estão no estrangeiro e garantir outra vinculação entre portugueses no estrangeiro e Portugal”, adiantou José Luís Carneiro.