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António Costa: “A decisão é esta” e surge com 50 anos de atraso


O primeiro-ministro, António Costa, garantiu hoje que o Montijo “é a decisão” tomada para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa e que este processo fornece três lições, até porque é uma decisão que surge com 50 anos de atraso.

“Mesmo depois deste acordo [de financiamento da expansão] assinado, o debate vai prosseguir. Mas a decisão é esta e há que a pôr em prática”, sublinhou António Costa, no Montijo, na cerimónia de assinatura do acordo sobre o modelo de financiamento para a construção do novo aeroporto e o reforço da capacidade do atual aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

O primeiro-ministro lembrou que o processo está ainda dependente das avaliações do impacto ambiental da conversão base aérea do Montijo para uso civil, em 2022, mas que, com o acordo fechado hoje, podem avançar os trabalhos no aeroporto Humberto Delgado.

Pedro Marques diz que novo aeroporto será “seguro e ambientalmente sustentável”

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que o novo aeroporto do Montijo, no distrito de Setúbal, será “seguro e ambientalmente sustentável”.

“Serão implementadas todas as medidas do Estudo de Impacto Ambiental. Um qualquer aeroporto ou cumpre as regras ambientais ou não existirá. Tudo será executado em conformidade e [serão] implementadas as medidas amplamente estudadas”, afirmou Pedro Marques.

O governante falava na cerimónia de assinatura do acordo de financiamento de expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que decorreu hoje na Base Aérea n.º 6, no Montijo, onde justificou que era urgente a assinatura deste acordo, mesmo sem ainda ter sido entregue o Estudo de Impacto Ambiental à Agência Portuguesa do Ambiente, uma vez que, assim, “se podem ganhar meses com a expansão do aeroporto Humberto Delgado e meses nos projetos do aeroporto do Montijo”.

Acordo assinado prevê investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028

A ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram esta tarde o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, que prevê um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028.

Este valor inclui a extensão da atual estrutura Humberto Delgado (aeroporto de Lisboa) e a transformação da base aérea do Montijo, que recebeu a cerimónia de assinatura, em aeroporto civil, cujo início de funcionamento está previsto para 2022.

Para o primeiro ano de funcionamento do novo aeroporto estão previstos sete milhões de passageiros.

Marcaram presença na cerimónia de assinatura do acordo o primeiro-ministro, António Costa, e vários elementos do Governo, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

A assinatura ocorreu quando ainda não foi entregue o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) pela ANA.

O acordo vinculativo entre a ANA e o Estado estava previsto para outubro, segundo o calendário do memorando de entendimento, que indicava ainda o final de 2018 para a gestora dos aeroportos entregar os elementos adicionais que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) requereu para o EIA.