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Portagens no interior: empresas podem poupar 12 milhões de euros


O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, admite que as empresas podem poupar 12 milhões de euros com o novo regime de portagens no interior e que já entrou em vigor a 1 de janeiro de 2019.

O regime prevê descontos entre os 30% e os 50% para veículos de mercadorias nas antigas autoestradas (SCUTS) e ainda um adicional de 25% de descontos para as empresas sediadas em territórios de baixa densidade. Durante a noite, o desconto aumenta e pode mesmo ir até aos 64% para os pesados de mercadorias.

Pedro Marques afirma mesmo que “são valores muito significativos que podem apoiar a utilização das autoestradas do interior e o transporte de mercadorias produzidas no interior ou para o interior e muito em particular fomentar as empresas a decidir fixar-se no interior, que é o objetivo político”. O membro do governo adianta que “a estimativa é que a poupança anual para as empresas no total do país possa atingir os 12 milhões de euros.”

São cerca de 240 mil empresas sediadas no interior e que vão poder candidatar-se a este regime de descontos através do IMT. As empresas que não estejam no interior, também podem candidatar-se ao regime geral de descontos.

As empresas transportadoras aplaudem os descontos nas antigas autoestradas sem custos para o utilizador (SCUT).

“O ideal seria que não houvesse portagens, que estas autoestradas que nos servem fossem gratuitas, não sendo ainda possível, e admitindo que possa vir a ser possível no futuro, este é um passo que é o correto”, afirmou Pedro Polónio, vice-presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), na cerimónia de apresentação do novo regime das portagens no interior do país que decorreu ao final da manhã na estação de serviço da A25, em Mangualde.

Pedro Polónio disse que esta é uma medida que favorece a coesão territorial, dando como exemplo a poupança de cinco euros que vai possibilitar para quem faz a ligação entre a A29 e Vilar Formoso, pela A25.

“Por cinco euros numa indústria que vive tanto de custos, como a nossa, é importante porque por cinco euros se ganha e se perde um transporte. Acima de tudo vai fazer com que seja mais fácil as empresas predisporem-se também a transportar aqui no interior do país”, declarou o empresário.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse aos jornalistas que se fosse feita uma descida geral nas cobranças como aconteceu em 2016 “a redução para as empresas e para fixar emprego seria muito pequena”.

“Nós quisemos reduzir muito o preço do transporte de mercadorias para fixar empresas e emprego no território. Os cidadãos beneficiarão indiretamente, espero eu, com a fixação de mais emprego e com a criação de mais oportunidades para esses cidadãos e para as suas famílias”, salientou.

São sete as autoestradas abrangidas por este novo regime: A28, A13, A4, A22, A23, A24 e A25.