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PS será inflexível em defesa da sustentabilidade económica do país


O líder parlamentar do PS referiu hoje que, tendo em conta “os progressos que têm sido alcançados” durante o Governo socialista, é normal que haja “uma expectativa geral de melhoria” das condições de vida. No entanto, advertiu que o Partido Socialista fará de tudo para que os avanços sejam “sustentáveis”.

“Percebe-se a aspiração de vários setores em progredirem mais rapidamente nas suas remunerações ou estatuto profissional”, apontou Carlos César falando sobre a perspetiva de um início de ano marcado pela conflitualidade social no país. E explicou: “Só que somos inflexíveis em outro plano. Queremos que todos os avanços que vamos conseguindo sejam sustentáveis e estejam consolidados”.

Assim, o Partido Socialista recusa que “se vá depressa demais, ou ir para além das possibilidades que o Estado hoje tem”, vincou o presidente do Grupo Parlamentar do PS no final da reunião semanal da bancada.

“Portanto, a todos o que pedimos é paciência, porque o caminho que temos feito é de melhoria geral. A seu tempo, certamente, cada setor verá satisfeito o essencial daquilo que hoje pede”, sublinhou.

Sindicatos dos professores têm de ter maior flexibilidade negocial

Segundo Carlos César, também é essencial perceber-se se os sindicatos vão ter a partir de agora uma maior flexibilidade negocial na questão do tempo dos professores. “Conheço a boa-fé do Governo e espero que os sindicatos não estejam consolidados na posição única que, até agora, apresentaram nos contextos negociais”, disse.

“Recordo que aquilo que o Governo inicialmente tinha como posição era apenas o descongelamento e a contagem do tempo a partir desse descongelamento”, referiu. Ou seja, “o Governo progrediu para os dois anos e nove meses” durante este processo negocial, salientou.

Carlos César explicou que a solução aplicada nos Açores e na Madeira para a recuperação do tempo de serviço antes congelado aos professores não deverá ser transposta para o continente, uma vez que se está perante “carreiras diferentes”.

“E há também realidades orçamentais diferentes. Portanto, os Governos dos Açores e da Madeira fazem a avaliação das suas possibilidades em termos dos recursos que podem empenhar nesses setores”, acrescentou.

PS aberto a consenso sobre leis de bases da habitação e saúde

O presidente da bancada parlamentar socialista disse ainda acreditar que as novas leis de bases da habitação e da saúde serão aprovadas nesta legislatura e manifestou-se aberto a um consenso com outras bancadas sobre estas matérias.

Os socialistas estão “muito empenhados na discussão dessas duas leis de bases”, revelou Carlos César, que apontou que “o PS no caso da lei de bases da habitação e o Governo no caso da lei de bases da saúde têm propostas em relação às quais resultarão certamente formulações fruto de consenso e de um debate aprofundado”.

“Mesmo no caso da lei de bases da habitação, o PS apresenta uma proposta que é o resultado de um trabalho feito ao longo de muito tempo e que foi coordenado pela nossa deputada Helena Roseta. Mas não constitui uma lei para toda ela ser aprovada. É uma base de trabalho para uma lei de bases da habitação – e é assim que avaliamos todas as propostas dos outros partidos”, asseverou.

Escolha de candidatos visa sempre credibilização das instituições democráticas

Quanto à mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Carlos César reforçou que “o PS tem sempre todo o cuidado” na escolha dos candidatos em atos eleitorais, no sentido de credibilizar as instituições democráticas.

“Sendo certo que devemos escolher os melhores, a escolha é sempre em última instância dos portugueses. Essa escolha deve ser consciente e os portugueses no seu voto definirão quem desejam que os represente e atribuirão a legitimidade que entendem adequada a cada força política e a cada candidato”, afirmou.

O líder parlamentar do PS não quis comentar as declarações do bispo auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida, segundo o qual o ano eleitoral de 2019 é uma oportunidade para exercer uma “cidadania atenta, ativa e criativa”, criticando “o lixo da corrupção”. “Não direi a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, reagiu Carlos César.

“Mas, desconhecendo as afirmações que estão em causa, não farei também mais nenhum comentário”, respondeu.