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Mário Centeno eleito melhor ministro das Finanças da Europa


A revelação foi feita esta quarta-feira. O ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, foi eleito como o melhor ministro das Finanças do ano da Europa. A eleição é da revista The Banker, um suplemento do Financial Times

Mário Centeno é também, desde meados de Janeiro de 2018, presidente do Eurogrupo, sucedendo ao holandês Jeröen Dijsselbloem.

A The Banker fala mesmo que Centeno terá em 2019 “dois desafios ainda maiores”, a união bancária e a credibilidade do projeto europeu. “Centeno foi uma escolha invulgar dos seus pares para um dos cargos mais prestigiantes” na Zona Euro, realça a publicação. “É o primeiro líder do Eurogrupo de um país do sul da Europa e o primeiro de um país resgatado durante a crise financeira. A eleição do ministro português foi um reconhecimento da recuperação surpreendente da economia portuguesa”, salienta a mesma fonte.

A The Banker recorda que a taxa de desemprego diminuiu de um máximo de 17%, em 2013, para menos de 7% em 2018; a economia expandiu-se e as previsões apontam para que continue a crescer, ainda que a um ritmo mais moderado; e o défice orçamental foi reduzido prevendo um excedente orçamental em 2020. “A prioridade de Centeno foi reestruturar e recapitalizar quatro dos cinco maiores bancos em Portugal durante 2016 e 2017”, com entrada de capital de investidores de muitos países, desde a China aos EUA, passando por Espanha. “O salário mínimo e as pensões foram aumentadas enquanto os impostos sobre as empresas e os que têm rendimentos mais baixos foram reduzidos.” “Centeno recebeu elogios pela sua presidência do Eurogrupo e por ser mais conciliador do que o seu antecessor, que era algumas vezes abrasivo”, refere a revista.

“O ministro das Finanças português Mário Centeno pode olhar para os seus primeiros 12 meses como presidente do Eurogrupo com satisfação merecida. A maratona de negociações que envolveram os ministros das Finanças da Zona Euro no início de Dezembro terminou com as reformas mais significantes para o bloco desde a crise de dívida soberana. O acordo foi alcançado sobre uma série de questões em torno da prevenção e da gestão de futuras crises financeiras”, refere a revista.