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Governo rejeita “situação de colapso” na CP


O secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme d’Oliveira Martins, rejeitou hoje que a CP – Comboios de Portugal esteja “em situação de colapso”, considerando que a oposição PSD/CDS-PP está “a criar um caso que não existe de todo”.

“A oposição PSD/CDS-PP está a criar um caso que não existe de todo. Não há colapso nenhum, o que acontece são opções por parte da CP para garantir que há condições de transporte dignas e de qualidade”, disse o governante.

Em causa estão as alterações temporárias nos horários nas linhas de Cascais, Sintra, Norte e Oeste em vigor desde domingo, mas também a suspensão da venda dos bilhetes devido às temperaturas elevadas que se fizeram sentir no final da semana, cuja situação hoje já se encontra regularizada.

O CDS-PP exigiu hoje explicações ao Governo sobre a “situação de colapso” na CP e admite antecipar a reunião da Comissão Permanente do parlamento, prevista para setembro, se entretanto o ministro do Planeamento não der esclarecimentos públicos.

Há uma “situação de colapso” nos transportes ferroviários com consequências nos horários, manutenção e número de comboios em funcionamento, afirmou o vice-presidente do partido Adolfo Mesquita Nunes, em conferência de imprensa conjunta com o líder parlamentar, Nuno Magalhães, na Assembleia da República, em Lisboa.

Guilherme d’Oliveira Martins rejeita falar em colapso: “Uma questão tem a ver com questões excecionais relacionadas com a meteorologia, opções técnicas de suspensão de bilhetes em alguns comboios e que está já ultrapassado”.

As questões estruturais “de fundo” da CP dizem respeito às alterações de horário nas linhas de Cascais, Sintra, Oeste.

“Estamos a falar de alterações sazonais que tem a ver com as necessidades de manutenção da EMEF”, referindo que os horários retomarão a sua normalidade em setembro (dia 09) em Cascais, outubro (dia 14) em Sintra, e em novembro (dia 4) na Linha do Oeste, tal como aconteceu no passado, em 2015.

“A oposição esquece-se que, quando esteve no Governo, o efetivo da EMEF reduziu-se drasticamente. Em 2010, o número de efetivos passou de 1.487 para 979 em 2015. Portanto houve um desinvestimento na EMEF, do ponto de vista do pessoal de manutenção, que este Governo está empenhado em retomar e regularizar para garantir que os passageiros e a CP tenha material circulante disponível”, disse.

Guilherme d’Oliveira Martins lembrou, a propósito, que na semana passada houve abertura de recrutamento de mais 112 trabalhadores para EMEF e que entre 2015 e 2017 foram recrutados mais 124.

O governante sublinhou ainda que os índices de regularidade em todas as linhas “sem exceção”, urbanos, longo curso e regional, são superiores a 97%.

“Há uma ideia errada de que não há comboios suficientes e que os passageiros estão a perder qualidade de serviço”, frisou.