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Posse dos novos ministros antes da moção de censura não deixa de ter o seu significado político


“A circunstância de o senhor Presidente da República ter marcado a posse de dois ministros para o próximo sábado, antes da discussão na Assembleia da República da moção censura do CDS-PP ao Governo, não deixa de ter o seu significado político”, considerou hoje Carlos César, no Parlamento, antes da reunião semanal da bancada do PS.

O líder parlamentar socialista referia-se à tomada de posse do ministro Eduardo Cabrita para a pasta da Administração Interna, substituindo Constança Urbano de Sousa, e de Pedro Siza Vieira, o novo ministro Adjunto.

“Estamos também muito confiantes que a discussão e o resultado da votação da moção de censura culminarão numa manifestação de confiança e de estabilidade no Governo e na política portuguesa”, considerou Carlos César.

Segundo o presidente da bancada socialista, para o partido “é muito relevante” que a escolha de Eduardo Cabrita por António Costa para o lugar de ministro da Administração Interna “tenha recaído numa personalidade profundamente conhecedora da administração pública e do país, e com um curriculum que lhe permitirá desempenhar essas funções com a eficiência necessária”.

Carlos César explicou ainda que a escolha por parte do primeiro-ministro de alguém que já está dentro do Governo permite que “todo o trabalho que tem sido feito nestes últimos meses de preparação de medidas no âmbito da reforma global do sistema de Proteção Civil seja plenamente aproveitado por essa experiência e por essa participação de Eduardo Cabrita nestes trabalhos preparatórios da resolução, que será aprovada no Conselho de Ministros” extraordinário do próximo sábado.

Nenhuma vítima dos incêndios ficará sem ajuda

O líder parlamentar socialista referiu-se também aos incêndios florestais, garantindo que nenhuma vítima ficará sem ajuda, e prometeu o contributo do PS numa reforma intensa do sistema de Proteção Civil.

“O PS tem dado contribuições, continuará a fazê-lo para que sejam tomadas medidas para este novo ciclo de maior confiança e alívio dos portugueses perante a repetição de situações desta natureza”, afirmou. No entanto, sublinhou que as medidas de médio e longo prazo, que se vão tomar no Conselho de Ministros extraordinário, só fazem sentido se se olhar para quem tudo perdeu.

“Sabemos de pessoas que perderam a sua terra, o seu sustento, conhecemos famílias que foram decepadas e milhares de pessoas que perderam as suas memórias, o Governo terá que ter uma atenção muito grande para que estas famílias, estas pessoas e as empresas que despareceram sejam reabilitadas e ressarcidas”, defendeu.