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Governo quer dinamizar a internacionalização da indústria de defesa


Dinamizar o papel do Estado na gestão das participações públicas e na internacionalização da indústria de defesa é objetivo do Governo socialista, empenhado na participação eficiente de Portugal em programas conjuntos e cooperativos de âmbito europeu e aliado.

Na cerimónia de assinatura de um contrato de parceria tripartida envolvendo Portugal, Roménia e EUA, o primeiro-ministro, António Costa, fez questão de sublinhar que o Governo está a “relançar o investimento na Ciência, na Inovação, na Educação, na Formação e na Cultura” com vista a devolver ao país uma visão de futuro na economia global do Século XXI.

Segundo António Costa, esta iniciativa é “a clara demonstração da capacidade existente nas estruturas militares e nas indústrias de defesa nacionais para participar em projetos associados a tecnologias de elevado valor acrescentado, com bom potencial de exportação e gerador de emprego qualificado.

“Importa que os cidadãos saibam que os seus militares são capazes e que neles se revejam com orgulho, enquanto defensores e praticantes dos princípios e valores em que se fundou a unidade e identidade nacionais”, afirmou também o primeiro-ministro, durante a cerimónia de entrega de seis aviões de combate F-16 portugueses à Roménia, na base aérea de Monte Real, em Leiria.

Na ocasião, em que também estiveram presentes os ministros da Defesa de Portugal, Azeredo Lopes, e da Roménia, Mihnea Ioan Motoc, António Costa apontou a necessidade de se criar “uma cultura de confiança nas capacidades do país e em particular das Forças Armadas” portuguesas.

O contrato contemplou a venda de 12 aparelhos, sendo nove monolugares e três bilugares, e a venda estava prevista na Lei de Programação Militar desde 2006 e na estratégia Defesa 2020, depois de Portugal ter decidido que não precisava de nove dos 39 F-16 de que então dispunha.

Na sua intervenção, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, afirmou que independentemente do resultado financeiro da venda, o que interessa ao Estado português é o prestígio de ter concluído com sucesso a missão de atualização e venda dos F-16 comprados há 22 anos aos Estados Unidos.

“As mais-valias que venham a resultar do contrato serão investidas na Força Aérea”, sublinhou, explicando que Portugal não está em condições de alienar mais F-16, tendo já atingido o número ideal de aviões que foi decidido ser o necessário para as missões da Força Aérea – 30 aviões.

In Acção Socialista