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Futuro da União Europeia em debate

Futuro da União Europeia em debate

António Costa participou num jantar informal de chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) realizado na capital da Estónia, ocasião em que foram debatidos, “aberta e francamente”, temas estruturais e cruciais sobre o futuro do bloco.

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Na ocasião, o primeiro-ministro de Portugal considerou o encontro como “uma excelente oportunidade para prosseguir o debate sobre o futuro da UE, com novos contributos”.

“Tem havido várias posições públicas: o presidente (da Comissão Europeia, Jean-Claude) Juncker fez uma intervenção muito importante na reabertura do Parlamento Europeu, o presidente (do Conselho, Donald) Tusk convocou uma cimeira da zona euro para dezembro, para aprofundarmos a reflexão sobre a zona euro, o presidente (francês, Emmanuel) Macron, a chanceler (alemã, Angela) Merkel recentemente tomaram posições públicas sobre a matéria, a senhora (primeira-ministra britânica, Theresa) May fez um discurso muito importante sobre o processo do Brexit, portanto há vários temas em cima da mesa que são importantes”, reforçou o governante português, perante os jornalistas.

Recorde-se que António Costa deslocou-se no dia 28 de setembro à Estónia para participar num jantar informal convocado pelo presidente do Conselho Europeu com a finalidade de debater o futuro da União.

Prioridade na convergência

Em Talin, o governante português manifestou-se confiante em que a formação de um novo Governo na Alemanha não implicará retrocessos nos progressos alcançados na zona euro, elogiando posições “muito corajosas” da chanceler Ângela Merkel nesta matéria.

E admitiu esperar com particular expectativa o que a senhora Merkel poderia dizer, depois de ter sido reeleita para um quarto mandato como chanceler da Alemanha, embora fragilizada porque a “sua” CDU obteve o pior resultado de sempre.

Apontando que, neste capítulo, Portugal reafirmará como grande prioridade a consolidação e aprofundamento da União Económica e Monetária (UEM), o primeiro-ministro defendeu que, “para isso, é absolutamente essencial dar prioridade à convergência, económica e social, entre as diferentes economias”, ressalvando que o processo tem avançado.

“Hoje estamos mais perto do que estivemos no passado”, frisou, apontando de seguida que “as declarações da senhora Merkel em plena campanha eleitoral foram muito corajosas, porque não eram propriamente populares na Alemanha, e o seu compromisso com a zona euro foi importante”, começou por observar.

Novo Governo alemão sem retrocesso

Questionado sobre a anunciada saída de Wolfgang Schäuble do cargo de ministro das Finanças da Alemanha, estimou que “o estilo pode ser que mude”, mas vaticinou que “a política há de ser essencialmente a mesma”.

“Mas depende muito da formação do Governo que vier a ser feita na Alemanha, visto que os resultados das ultimas eleições deram uma grande indefinição sore as soluções de Governo, e estas implicam coligações com partidos que têm posições bastante diversas sobre o futuro da Europa, havendo, por isso, uma expetativa obviamente grande para saber o que é que a senhora Merkel pode dizer”, avançou.

Mesmo assim, António Costa acredita que não haverá um retrocesso com este novo Governo alemão em matéria de União Europeia.