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Escola como espaço de cidadania

Escola como espaço de cidadania

Falar de Educação é falar de liberdade, pluralismo e de cidadania, defendeu Ana Catarina Mendes em Aveiro, numa sessão promovida pelo PS sobre a escola para o século XXI.

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Escola como espaço de cidadania

Para a Secretária-geral adjunta do PS, a política de Educação, citando Ana Maria Bettencourt, que participou também neste encontro, “não pode ser feita ao sabor do capricho de qualquer ministro”, devendo o sector ser olhado “com particular atenção” uma vez que se trata de um serviço público que é da “máxima importância para o país”.

Olhar para a política de educação, defendeu Ana Catarina Mendes, é encarar com responsabilidade um dos pilares “estruturantes do país”, não podendo nem devendo ser reivindicada como propriedade exclusiva de professores, alunos ou dos auxiliares de educação, já que se trata de um sector essencial que “pertence a todos nós enquanto comunidade”.

A escola, como realçou a Secretária-geral adjunta do PS, citando Eça de Queirós, tem de ser um “espaço de ensino mais abrangente e de cidadania”, dando prioridade à descoberta e à aprendizagem, devendo distanciar-se do predomínio do ensino livresco que a tem caraterizado.

Defendendo que a educação, a cultura e a investigação são “três pilares essenciais para uma sociedade de sucesso e de desenvolvimento”, Ana Catarina Mendes sublinhou que a aposta no futuro passa em grande medida pela “qualidade do trabalho” e da participação que cada português consiga dar à sociedade.

Uma democracia não pode, em qualquer caso, sustentou a dirigente socialista, deixar para trás nenhuma criança cuja família se debata com condições socioeconómicas mais frágeis, devendo o Estado assumir a responsabilidade de lhe proporcionar as oportunidades para possam assumir na plenitude o seu direito à cidadania.

Direita “estragou” a escola pública

Portugal registou nos últimos quatro anos níveis de abandono escolar alarmantes. Isto mesmo lembrou a dirigente socialista que frisou que, na última legislatura, a “escola pública foi estragada” com Nuno Crato à frente do Ministério da Educação, referindo a este propósito os enormes desequilíbrios que a direita provocou com as suas políticas na comunidade educativa, designadamente ao nível da taxa de abandono escolar, com números a atingirem os17,4%, “muito longe dos10% recomendados nas metas da Europa 20/20”.

Ana Catarina Mendes alertou ainda para a necessidade de se voltar a apostar na formação de professores, defendendo que a escola tem de saber ser “maior do que a sala de aula”, sustentando que a sua função é a de tornar os países “mais prósperos, coesos e solidários”, porque só assim, concluiu, “poderemos enfrentar o século XXII com cidadãos mais formados e qualificados”.