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É preciso continuar a ganhar o combate ideológico contra o “programa escondido” da direita

É preciso continuar a ganhar o combate ideológico contra o “programa escondido” da direita

O dirigente socialista Pedro Nuno Santos acusou ontem, em Aveiro, os paridos da direita de se apresentarem a estas eleições legislativas com um “programa escondido”, criticando-os por se recusarem a apoiar “políticas sociais com sentido de comunidade”.

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É preciso continuar a ganhar o combate ideológico contra o “programa escondido” da direita

O dirigente socialista Pedro Nuno Santos desferiu ontem, no comício que teve lugar no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, sua terra natal, um severo ataque aos partidos da direita PSD e CDS, acusando-os de se apresentarem ao eleitorado com um “programa escondido”, designadamente, como salientou, por valorizarem políticas sustentadas no “individualismo e na competição”, ao invés de privilegiarem medidas e propostas de caráter social com “sentido de comunidade”.

Para o cabeça de lista do PS por Aveiro e atual ministro das Infraestruturas e da Habitação, o que está em causa nestas eleições é saber se queremos uma sociedade com mais ou menos solidariedade e com mais ou menos justiça social, garantindo que a ‘marca d’água do PS’ sempre foi a da defesa de uma sociedade onde “quem tem mais contribui mais”, para que “tenhamos uma sociedade mais justa, solidária e mais forte”.

Para Pedro Nuno Santos, é falsa e sustentada numa grande mentira a tese de PSD e CDS, quando defendem uma “redução agressiva de impostos”, alegando quererem combater os desequilíbrios nas contas públicas, uma argumentação que o dirigente do PS recusa, justificando que, para haver esta “redução agressiva de impostos”, terão de pôr os portugueses a pagar na saúde e na educação, sendo este “o verdadeiro programa da direita: reduzir impostos para amanhã terem a justificação de entregar estes setores ao negócio dos privados”.

Segundo o dirigente socialista, de pouco ou nada valeram os esforços de PSD e CDS para “menorizar” a atual solução de Governo liderada pelo PS, com apoio parlamentar dos partidos à sua esquerda, uma solução, como lembrou Pedro Nuno Santos, que foi capaz de restituir salários e pensões, aumentar o salário mínimo nacional, colocar um ponto final na sobretaxa ou de reduzir os impostos, com o aumento da progressividade do IRS.

Foi também este Governo, prosseguiu Pedro Nuno Santos, que foi capaz de subir o complemento solidário para idosos, tornar os manuais escolares gratuitos, combater a precariedade laboral, aumentar o abono de família e descongelar as carreiras da administração pública, ou, ainda, de criar uma nova geração de políticas de habitação, medidas que na opinião do dirigente socialista “vieram reforçar o sentido de comunidade”.

É com esta realidade e com a certeza do dever cumprido, como realçou, que o PS se apresenta nestas eleições legislativas de 6 de outubro aos portugueses, garantindo que tudo o que se conseguiu alcançar e avançar na qualidade de vida dos portugueses só foi possível porque o “PS ganhou o debate ideológico e político em torno das ideias” à direita.

Prometer tudo e o seu contrário

Intervindo também no comício em Aveiro, o ministro e dirigente socialista José António Vieira da Silva acusou os partidos da direita de andarem a prometer aos portugueses “sol na eira e chuva no nabal”, designadamente quando reeditam “as velhas promessas” de baixar os impostos, promessa que os portugueses “sabem como acaba”, lamentando que a única grande novidade introduzida por PSD e CDS nesta campanha eleitoral seja a do “ataque pessoal e da calúnia”.

Para Vieira da Silva, onde se nota que os partidos da direita “erguem a sua voz com mais pujança” e até com mais “convicção” é no “ataque pessoal e na calúnia”, sustentando que esta postura da “insinuação e das meias palavras”, como está sobejamente provado, não traz nenhuma mais-valia à vida das famílias e das empresas.