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Descentralização coloca o poder ao serviço das pessoas e das instituições locais

Descentralização coloca o poder ao serviço das pessoas e das instituições locais

O vice-presidente da bancada socialista e Secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, reforçou ontem, no Parlamento, que o Executivo iniciou na anterior legislatura um amplo processo de descentralização de competências para as autarquias locais em vários domínios do Estado. “O esforço de descentralização nas áreas da educação, da saúde e da cultura em curso por todo o país ilustra o ímpeto reformista do Governo”, asseverou.

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Descentralização coloca o poder ao serviço das pessoas e das instituições locais

José Luís Carneiro referiu que o Partido Socialista tem como “essenciais os poderes locais e regionais na valorização das pessoas e dos seus recursos culturais, sociais, económicos e ambientais”, nunca esquecendo a sua “importância estratégica para que o desenvolvimento económico e social se faça na valorização dos territórios, com equilíbrio e com uma justa repartição de recursos”.

“É por entendermos a organização do poder político-administrativo como um instrumento ao serviço de uma visão do desenvolvimento do país que reassumimos o nosso compromisso com o objetivo da regionalização”, frisou numa intervenção no âmbito do debate dos projetos de resolução do PCP e BE sobre a criação de regiões administrativas.

No entanto, o PS também sabe que “o caminho seguro a percorrer é, neste momento, o da consolidação do processo de descentralização em curso e do reforço da legitimidade democrática das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional”. E o esforço que o Governo tem empenhado na descentralização “é a prova da inequívoca vontade de colocar o poder ao serviço das pessoas e das suas instituições locais”, garantiu.

José Luís Carneiro lembrou depois que “esse gesto de confiança nas comunidades locais está alicerçado nos compromissos do cumprimento da lei das Finanças Locais e no reforço dos meios humanos e financeiros das freguesias, como assumido pelo primeiro-ministro no Congresso da ANMP e no Congresso da ANAFRE”.

“Não queiram aqueles que, permanentemente, culpam o centralismo pelos atrasos e bloqueios ao desenvolvimento encontrar agora subterfúgios para se eximirem às suas responsabilidades políticas”, avisou.

O Secretário-geral adjunto socialista, que lembrou que “desde o dia 12 de dezembro de 1976 que o Partido Socialista se afirmou como o grande partido do poder local democrático”, salientou que tudo deve ser feito “para garantir bons resultados na descentralização em curso para cumprirmos a confiança de uma ampla maioria social que dê suporte à maioria política neste Parlamento”.

“Em março conheceremos a proposta final do Governo para dar às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional legitimidade democrática de base local. Os autarcas de freguesia, das assembleias e câmaras municipais terão o poder de escolher os novos intérpretes do poder regional”, congratulou-se.

José Luís Carneiro acrescentou: “A par com a descentralização em curso, esta é mais uma demonstração da confiança que o Partido Socialista no Governo tem nos poderes de base local e regional”.