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Défice ficará pela primeira vez abaixo da meta dos 2,5%

Défice ficará pela primeira vez abaixo da meta dos 2,5%

A estabilidade política e social que hoje se vive em Portugal resulta, em grande medida, de o défice das contas públicas estar abaixo da meta estabelecida pela União Europeia, da clara diminuição do desemprego e das exportações portuguesas terem continuado a crescer em 2016, sustentou ontem o primeiro-ministro, momentos após o Presidente da República ter promulgado o Orçamento do Estado.

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Défice ficará pela primeira vez abaixo da meta dos 2,5%

Perante os membros do Conselho da Diáspora das Comunidades Portuguesas, que ontem foram recebidos em São Bento pelo primeiro-ministro, António Costa lembrou que, “pela primeira vez”, Portugal vai apresentar este ano, “com conforto”, um défice orçamental que cumprirá as regras da União Europeia, abaixo do limite, como salientou, que tinha sido fixado pela Comissão Europeia de 2,5%.

Perante este cenário animador, o primeiro-ministro asseverou que Portugal “goza hoje de uma saudável estabilidade política”, dando como exemplo a promulgação pelo Presidente da República do Orçamento para 2017, o que para António Costa significa que, até “metade da legislatura”, a política orçamental está “definida, aprovada e estabilizada”, o que permite ao Governo, como referiu, “com serenidade”, continuar a executar a transição política.

Afirmando que 2016, para além de ter sido o ano em que Portugal registou sucessos internacionais no desporto, designadamente com a conquista do campeonato europeu de futebol, em França, ou na política, com destaque para a eleição de António Costa para secretário-geral das Nações Unidas, foi ainda o ano determinante, como realçou o primeiro-ministro, para a necessária “viragem económica do país”.

Outro dos dados positivos que o Governo tem para apresentar, e que são corroborados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), referem-se ao número de desempregados, que pelo quinto mês consecutivo estão a baixar, tendo-se registado no passado mês de novembro menos quatro mil desempregados do que no mês anterior.

Reduzir a dívida

Depois do passado, o futuro, onde o primeiro-ministro garantiu que o objetivo do Governo é proceder, em 2017, a uma redução progressiva da dívida, “que todos sabem que é elevada”, adiantando que, apesar das muitas dificuldades com que o país se deparou em alguns mercados internacionais em recessão, as exportações “vão continuar a crescer” cerca de “seis por cento ao ano”. E isto, como justificou, porque as empresas portuguesas têm sabido encontrar “novos caminhos”.

Já quanto à necessária evolução económica do país, António Costa mostrou-se otimista, lembrando que diversas empresas estrangeiras que estão em Portugal, “têm vindo a anunciar planos de expansão”, o mesmo se tem passado com muitas outras que, não estando a trabalhar no país, têm contudo dado sinais de que estão interessadas em investir no mercado nacional.

Para António Costa, a estabilidade política que hoje se vive em Portugal é um fator essencial para a confiança no investimento, e para que o país se “concentre” em 2017, no que verdadeiramente importa e que passa, como referiu o chefe do Executivo, por avançar com a execução do Plano Nacional de Reformas, enfrentando e resolvendo os problemas estruturais que tem pela frente.