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Carlos César recorda que se deve ao PS manter a CGD na esfera pública

Carlos César recorda que se deve ao PS manter a CGD na esfera pública

Carlos César criticou este sábado, nos Açores, a “violência constante” do discurso do líder do PSD em relação à Caixa Geral de Depósitos (CGD), após Pedro Passos Coelho ter dito que o encerramento de balcões do banco público é de um “cinismo atroz” por parte dos partidos da esquerda. O presidente do PS lembrou que foi durante o Governo do PSD/CDS que a Comissão Europeia aprovou o fecho de 150 balcões da CGD, no âmbito do processo de reestruturação.

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“Como se pode dizer que o PS quer privatizar a Caixa Geral de Depósitos se fomos nós, justamente, que o conseguimos evitar e aprovar em Bruxelas a capitalização pública dessa instituição, mantendo o universo das instituições públicas bancárias do nosso país”, questionou Carlos César.

O líder parlamentar socialista acusou Pedro Passos Coelho de estar “zangado” e, como sempre, com um discurso “acusatório para tudo e todos”, o que lamentou.

Carlos César defendeu que não se pode pedir ao PSD e ao CDS que “estejam sempre de acordo” com o Governo e com o Partido Socialista, mas “também o contrário não é possível”. O PS quer mostrar aos portugueses que os partidos da oposição não são vistos como um inimigo mas como “adversários” que ajudam o Governo a ser “melhor nos deveres com os portugueses”, explicou.

Descentralização avança em contraste com omissão do anterior Governo

Já sobre o diploma da descentralização, o presidente da bancada do PS acusou os social-democratas de não terem avançado com este processo quando estavam no Governo. “Numa semana em que o PS defendeu a aprovação de todos os diplomas, em matéria de descentralização, que foram apresentados na Assembleia da República, o PSD manifestou-se contra a aprovação do diploma apresentado pelo PS”, asseverou.