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António Costa enaltece legado de Jorge Sampaio

António Costa enaltece legado de Jorge Sampaio

O primeiro-ministro e líder socialista, António Costa, enalteceu ontem, numa sessão evocativa, o ex-autarca e ex-Presidente da República Jorge Sampaio, 30 anos depois de ter criado o que hoje se considera ter sido o primeiro passo para o ‘Moderno Planeamento Estratégico de Lisboa’.

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António Costa enaltece legado de Jorge Sampaio

Para o líder do Executivo, Jorge Sampaio, que presidiu à autarquia da capital entre 1989 e 1995, é uma personalidade que, entre outras características de revelo, “cívicas e políticas”, conseguiu ao longo da sua vida “surpreender nos momentos de grande impasse”, encontrando sempre os caminhos certos.

Na sessão evocativa que ontem teve lugar em Lisboa, no Cineteatro Capitólio, contando com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do atual presidente da autarquia, Fernando Medina, o primeiro-ministro e líder socialista, depois de elogiar as características “cívicas e políticas” do também ex-Presidente da República e do trabalho “fundador” que desenvolveu na autarquia de Lisboa, lembrou o seu papel de intervenção política, quer na crise académica de 1962, quer em outro momento determinante da vida política portuguesa, quando em 1996 se candidatou à Presidência da República.

Para António Costa, a verdade é que Jorge Sampaio “tem uma característica absolutamente extraordinária”, que é a imagem de marca de “toda a sua carreira cívica e política” e que traça indelevelmente, como salientou, a matriz da sua personalidade, que é a de, nos momentos de impasse, em que parecia não haver soluções à vista, “surpreender e encontrar sempre o caminho para seguir”.

O primeiro-ministro teve ainda ocasião para manifestar a sua amizade e a “proximidade política” com o ex-Presidente da República, lembrando o “privilégio” de ter integrado a direção da campanha que levou à vitória da ‘Coligação por Lisboa’ liderada por Jorge Sampaio, há 30 anos, e de mais tarde ter sido também o diretor de campanha na sua primeira eleição presidencial, em janeiro de 1996.

A propósito desta e de outras batalhas políticas desencadeadas há algumas décadas, António Costa recordou especialmente a campanha eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa em 1989, considerando-a “absolutamente notável” e recordando que nela se defrontaram dois “extraordinários candidatos” à liderança do município, Jorge Sampaio e Marcelo Rebelo de Sousa, realçando o também Secretário-geral do PS e ex-autarca de Lisboa a “forte capacidade de negociação” que Lisboa tinha na altura em que Jorge Sampaio liderava o município.

Uma capacidade que, segundo António Costa, permitiu que na altura, entre outros avanços, se tivessem encontrado os financiamentos e as vontades políticas indispensáveis para avançar com o programa de erradicação das barracas, “com cerca de 23 mil fogos construídos”, ou os investimentos que se fizeram no eixo rodoviário Norte-Sul, mas também na modernização do sistema de saneamento básico da capital, ou, ainda, na cultura e na “reinvenção” das festas de Lisboa, que “passaram a ser um marco importante na projeção internacional da cidade”.