Empolamento sistemático de situações pontuais tem como objetivo desviar os resultados positivos do SNS


Adalberto Campos Fernandes, falando em Coimbra onde participa na iniciativa PS em Movimento que visa prestar contas e ouvir a sociedade e os militantes socialistas antes do debate do estado da nação para que o Governo e o Grupo Parlamentar tenham o eco do que se passa em cada uma das regiões do país, criticou o “empolamento sistemático de situações pontuais” no setor e que apenas visam ocultar a realidade do país.

“O que é lamentável é que se faça um empolamento sistemático de situações pontuais, ocultando a realidade”, frisou o ministro da Saúde que falava antes de participar num encontro com militantes e simpatizantes do PS em Coimbra, no âmbito da iniciativa “PS em Movimento”.

Para Adalberto Campos Fernandes, há “uma tentativa permanente” que dura há três anos de criar “sistematicamente situações, focos de alarmismo”, mas este tipo de alarmismo “tem apenas como objetivo de desviar os resultados positivos do SNS [Serviço Nacional de Saúde], que hoje tem mais utentes, tem mais resultados, tem melhor desempenho económico, assistencial”, vincou.

O ministro da Saúde salientou também que não ignora as dificuldades de gerir um sistema tão complexo como o da saúde mas sublinha que a realidade tem desmentido os focos de alarmismo que vão sendo anunciados “todas as semanas”.

“Os portugueses sabem distinguir um trabalho esforçado, num setor que é difícil e complexo, daquilo que é uma política destrutiva, concertada, de criar apenas e só a ideia de que as coisas não estão a correr bem, para ocultar a realidade”, protestou.

Na sua intervenção inicial junto dos militantes do PS, o membro do Governo voltou a criticar aquilo a que chamou “um exercício de apagão da oposição” relativamente ao setor, enumerando os vários ganhos na saúde pública, nomeadamente o aumento do número de profissionais no SNS, a construção de 113 novos centros de saúde, quatro hospitais e vários investimentos em todos os hospitais do país.

Reveja as intervenções de Pedro Coimbra e Adalberto Campos Fernandes: